quarta-feira, 6 de outubro de 2010

O que ficou do 1° Turno

Nada deveria ser mais previsível do que os planos de governo dos candidatos a presidência, mas como podemos observar ficou aquém do esperado.

Em uma sátira a capa da revista Veja edição (06/10) traz escrito em letras miúdas e opacas: “As grandes propostas para o Brasil feitas na campanha presidencial”, dois pontos, abaixo tudo “invisível”, ou seja, nenhuma proposta relevante. Bem discreto no canto inferior da capa informa que a partir da página 88 as questões essenciais das quais os candidatos fugiram e agora podem ser discutidas.

E para não deixar passar em branco classificam o último debate entre os presidenciáveis como insosso, insípido e inodoro. Assim a apadrinhada, favorita e cheia de mistério terminou o primeiro turno com o plano de governo numa incógnita para o eleitor. O que mais a Dilma falou foi no “...PAC,PAC,PAC”.

O tucano na reta final se projetou em um plano pessoal e antigo: “ser presidente do Brasil”, um sonho desde que era estudante. E agora mais do que nunca parece ter chance. O que mais se falou em seus programas no horário político gratuito foi em “...cortar para crescer”.

A candidata verde, porém com coração vermelho, impulsionada pelo discurso ambientalista e de defesa da ética, a ex-petista sai destas eleições fortalecida e já pode pensar em 2014. A quem diga que o cineasta norte americano James Cameron se inspirou na história de Maria Osmarina Marina Silva de Lima para criar o filme Avatar.

Se esta tendência “verde” se confirmar apostamos que o PV apoiará no segundo turno o partido tucano, Serra e seu vice, o ex-baterista de banda de rock Indio da Costa. Assim, a música a ser tocada no Palácio do Planalto em 2011 não será moda de viola mineira nem nativista.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Placar de votação PEC 33/09

A PEC 33/09 que resgata a exigência do diploma para jornalista deve ir à votação no Plenário do Senado Federal nos próximos dias. Acompanhe aqui o posicionamento dos parlamentares, já antecipado à FENAJ e aos Sindicatos.

Até o momento os seguintes Senadores são contra a PEC 33/09:
Antonio Carlos Júnior - DEM - Bahia
Demóstenes Torres - DEM - Goias
Fernando Collor - PTB - Alagoas
 
Outros nove ainda estão em "dúvida", enquanto a maioria, 46 Senadores até o momento se mostram favoravéis a exigencia do Diploma de Jornalista. 


 


 

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Manual do leitor

Cinco dicas para acompanhar o horário eleitoral sem se iludir com o marketing político:

1) Não é jornalismo, nem cinema - As campanhas desenvolvem formatos que imitam telejornais, filmes e videoclipes. Começou em 1989, quando o programa de Lula era a Rede Povo, uma paródia da Rede Globo. A ideia é transmitir credibilidade. Mas, ao contrário do jornalismo de verdade, eles só transmitem uma versão, a que favorece o candidato.

2) Cuidado com a emoção - A melhor maneira de criar magnetismo com o eleitor é passar emoção. Por isso as campanhas apostam em histórias tristes e também felizes, tentando mostrar o lado humano do candidato. No primeiro programa, Dilma contou que quando criança rasgou dinheiro para compartilhar com um menino pobre. Serra disse que seu pai carregou caixas de frutas para ele carregar caixas de livros.

3) Cheiro de povo? - Os candidatos vão se esforçar durante toda a campanha para passar a imagem de que são parecidos com o cidadão comum. Ou seja, vão aparecer dezenas de vezes em meio ao povo, em situações que obviamente estão fora da sua realidade. Serra, por exemplo, usou  cenas em que almoça em um restaurante popular.

4) Compare versões - Horário eleitoral é como uma novela, tem início, meio e fim. Começa com as biografias, que situam os candidatos para o eleitor, passam pelas propostas até que, mais para o final, vêm o debate de ideias, a desconstrução do adversário e os ataques. Mas eles sempre vão parecer mocinhos em todas as etapas. Por isso é bom acompanhar os programas de todos os adversários e comparar versões no “mundo real”.

5) Nada é tão simples - Administrar um estado ou um país é uma tarefa enorme, impossível de ser descrita em poucos minutos. Por isso os candidatos elegem no máximo cinco grandes temas de campanha, normalmente baseados em pesquisas de opinião pública. No geral, são apresentadas soluções simples para temas complexos como saúde, educação e segurança pública. Sempre busque mais detalhes para não cair na propaganda enganosa.

Fonte: http://www.gazetadopovo.com.br

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Leitura ideológica/obras relacionadas aos presidenciáveis

Se a leitura é uma opção válida para os eleitores conhecerem seus candidatos, é também opção para os próprios candidatos saberem um pouco mais de seus adversários.

Ao todo, dos nove presidenciáveis, seis escreveram ou foram retratados em livros, na lista das obras aparecem biografias, ensaios e até relatos de viagem. Relacionados nesta lista estão Ivan Pinheiro (PCB), José Serra (PSDB), Marina Silva (PV), Plínio Arruda Sampaio (PSol), Rui Costa Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). Veja a seguir quais as obras:


IVAN PINHEIRO (PCB)
“Bulgária - Apontamentos de Viagem”, Editora Novos Rumos, de 1985

“Atitude subversiva”, Hiran Roedel (org); Editora Fundação Dinarco Reis; 2000


JOSÉ SERRA (PSDB)
 “O sonhador que faz”, de Teodomiro Braga, Editora Record, 2002

“Ampliando o Possível - a Política de Saúde do Brasil”, Editora Hucitec, 2000

“Orçamento no Brasil - as Raízes da Crise. Editora Atual, 1994

“Parlamentarismo ou Presidencialismo?”, José Serra e Outros, Editora Contexto, 1993


MARINA SILVA (PV)
 “Marina Silva”, da coleção Fé e Política da Editora Salesiana; 2002

“Marina Silva – Defending rainforest communities in Brazil”, Editora The Feminist Press, da Universidade da Cidade de Nova Iorque, 2002


PLÍNIO SAMPAIO (PSOL)
 “O capital estrangeiro na agricultura brasileira”, Editora Vozes, 1977

“Construindo o Poder Popular”, Editora Paulus, 1982

“Educação Livre e Gratuita em Todos os Níveis”, in: “Educação Brasileira”, CNDCT, 1987

“A Constituição de 88 e os Conflitos Sociais”, in: “Que Brasil emerge da Constituição?”, Editora Vozes, 1988

“A Reforma Agrária na Constituição”, in: “Cidadão Constituinte”, Paz e Terra, 1989

“O Brasil pode dar certo”, Editora Paulinas, 1994

“O ofício da Política”, in: “O Protagonismo dos Leigos”, Paulinas, 1994

“Globalização e Cidadania”, in: “Pensamento e Realidade”, Edições Loyola, 1998

“Do Brasil que temos ao Brasil que queremos”, in: “Brasil 500 anos”, Paulus, 1999;

“Impunidade no Campo”, in: “Flores para los muertos”, Editora Vozes, 1999;

“Dilemas e Desafios postos para a Sociedade Brasileira”, Revista Estudos Avançados, IEA, 2000;

“The role of alternative press in a globalized world”, in: “Media and the Challenge of Globalization”, Union catholique internationale de la presse, 2001;

“Dilemmas and Challenges facing Brazilian Society”, in: “Brazil Dillemas and Challenges”, Edusp. 2002;

“A Participação Popular na Constituinte”, in: “Utopia Urgente”, Casa Amarela, 2002;

“Desafios da Luta pelo Socialismo” (Organizador), Editora Expressão Popular, 2002;

“Desconstruindo o velho modelo”, in: “Desenvolvimento, Subsistência e Trabalho Informal no Brasil”, Editora Cortez, 2004.

“O que é corrupção”, Editora Paulus, 2010;

“A dilemma and Challenges facing Brazilian Society”, in “Brazil Dilemmas and Challenges”, Editora USP, 2010.

“Colheita da Fome” in “Leitura Indispensáveis 2”, Aziz Ab’Saber (Org.), Ateliê Editorial, 2010.



RUI COSTA PIMENTA (PCO)
“O Que é o Trotkismo”, Editora Causa Operária, 2000

“Autópsia de uma Campanha de Calúnias”, Editora Causa Operária, 2000

“Em Defesa do Marxismo - as Tendências Trotskistas na Origem do PT”, Editora Outubro, 1994


ZÉ MARIA (PSTU)
 “Os Sindicatos e a luta contra a burocratização”, da Editora Sundermann, 2007

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Comissão aprova PEC dos Jornalistas e projeto irá a Plenário

A Proposta de Emenda à Constituição (PEC 386/09) que restabelece a obrigatoriedade do diploma de jornalismo para o exercício da profissão de jornalista foi aprovada na quarta-feira (14/07), pela comissão especial criada para examinar a proposta. Agora a PEC será votada pelo Plenário da Câmara dos Deputados.
"Queremos deixar claro que jornalismo é uma profissão que exige qualificação e isso não impede a liberdade de informação e de imprensa", destacou o relator da PEC, deputado Hugo Leal (PSC-RJ).


Análise Urgente

Instalada em maio, a comissão especial concluiu a análise da PEC 386/09 em pouco mais de um mês e meio. O relator disse que a votação ocorreu de maneira rápida porque foi objetiva, mas não superficial. Leal lembrou que todos os setores envolvidos foram ouvidos e mesmo aqueles que não compareceram às audiências públicas foram procurados por ele.

O parlamentar, que é líder do PSC na Câmara, afirmou ainda que vai sugerir na próxima reunião com o presidente Michel Temer que a proposta seja incluída na pauta do Plenário durante os períodos de esforço concentrado.


Federação dos Jornalistas apoia

Presente à votação desta quarta-feira, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Sérgio Murillo, afirmou que a entidade também vai procurar os líderes para garantir a continuidade da proposta. Ele destacou a importância da volta da exigência do diploma: "Nossa profissão não pode ficar do jeito que está. Vivemos uma situação absurda. Hoje não há critério nenhum para ser jornalista. No Distrito Federal, para ser flanelinha é necessário um registro no Ministério do Trabalho. No caso dos jornalistas, nem isso é preciso".

A PEC 386/09 ainda terá de ser aprovada pelo Plenário em dois turnos, antes de seguir para o Senado. No Senado, outra proposta (PEC 33/09) sobre o mesmo assunto também aguarda votação em plenário - o texto foi incluído pelos líderes na lista de matérias prioritárias.

Fonte: Câmara dos Deputados

sábado, 3 de abril de 2010

Faz de Conta


Brincar se tornou coisa séria, mas quem ainda não se deu conta disso são as senhoras Estela, Patricia, Luiza e Vanda, ou digo simplesmente, Dilma Rousseff. Estes são os nomes que a atual ministra-chefe da Casa Civil portou no passado, quando militou na esquerda radical praticando atos que diante de qualquer código penal são considerados crimes.

Dilma rebate a ficha com uma história fantasiosa sem provas, nem testemunhas. E nesse faz de conta político traça sua estratégia para ocupar a cadeira do presidente Lula, seu maior aliado político, um quase “pai”.

E Lula por sua vez, sempre neutro ou alheio aos escândalos políticos se diz defensor do povo. Mas no fundo, tudo o que ele “pai “, mais quer é dar legitimidade à Dilma alçar as rédeas da presidência e conduzir o seu “reinado”.

A monarquia deixou de existir no Brasil, porém o regime presidencial parece que insiste em delegar o poder à mesma família partidária, o que pouco difere da época da Família Real, marqueses, condes, o fujão Dom João VI, e seus herdeiros Dom Pedro I e II.

A carruagem irá passar em breve, será no “outubro vermelho” mas não se engane, ela será guiada mais uma vez por alguém da monarquia política do “País das Maravilhas”. Um verdadeiro paraíso aos que vivem a margem do surreal, contudo o que era belo murcha como uma abóbora com o passar dos tempos. E no final sobra um amontoado podre e fétido que o povo tem que exalar por todo um reinado.

Para disfarçar suas intenções a “princesa” vinda de uma linhagem política esquerdista faz todo um lobby em frente a mídia mostrando incrível interesse nas questões sociais, desta maneira pretende continuar herdeira e receber o titulo mais nobre para comandar o país.

E nesse vai e vem de sucessores no comando político vemos poucas diferenças se compararmos os do século 19 aos de agora, além do ciclo, existe o fato de alcançar poder político e econômico numa esfera totalmente absolutista.

Por Clemerson A. Korb – MTb 3567-SC

Conselho da FENAJ veta filiação de não Diplomados

Fonte:  http://www.ojornalista.com.br/news1.asp?codi=2855


Vitória! Com apenas dois votos contrários, O Conselho de Representantes da Fenaj, reunido em Brasília (DF), no último sábado (27/03), decidiu por ampla maioria manter orientação da diretoria da Federação de não filiar e não emitir carteiras de identidade de jornalista para não diplomados, com exceção dos registros específicos já previstos na regulamentação profissional.



Com Suspensão imediata

Ao mesmo tempo, o Conselho indicou aos Sindicatos que já adotaram este procedimento que o mesmo seja imediatamente suspenso, até a realização do 34 Congresso Nacional dos Jornalistas , que acontecerá de 18 a 22 de agosto de 2010 em Porto Alegre (RS).

Santa Catarina e São Paulo que optaram pela filiação de jornalistas não diplomados deverão seguir a orientação do Conselho de Representantes, que reúne os 31 Sindicatos da categoria em todo o país.